Apresentação Setenta e Quatro

Começa assim

A importância deste jornalismo é extrema; será a grande via para trazer a escrutínio o que deverá ser do conhecimento geral e que, de outra forma, seria mantido oculto. A responsabilidade é imensa.

Setenta e Quatro
13 Julho 2021

Pode dar-se o caso de cada uma das pessoas que fez nascer o Setenta e Quatro ter uma motivação diferente da dos restantes e até uma visão própria do que deve ser o jornal. Não se perderia nada se assim fosse. É certo que é graças ao que as une que existe hoje em Portugal uma nova publicação jornalística.

O que é que une estas pessoas?

A certeza de que o jornalismo faz falta e que deve ser recuperado na sua versão mais purista: a de investigar factos, que alguém quer manter ocultos, e cujo conhecimento é de interesse público. A importância deste jornalismo é extrema; será a grande via para trazer a escrutínio o que deverá ser do conhecimento geral e que, de outra forma, seria mantido oculto. A responsabilidade é imensa. Todas as regras devem ser cumpridas e o resultado desse trabalho jornalístico deverá ser o rigor absoluto. Rasgar tudo o que não cumpra este propósito.

A certeza que nada está perdido, que a democracia tem salvação. Este é o único ponto de partida possível para arrancar com um projeto informativo. Não se pretende chover no molhado ou correr atrás do prejuízo. Informação rigorosa e debate público qualificado poderão sempre inverter o rumo autodestrutivo de uma sociedade que acede a informação sem mediação, que parte do desinteresse social para a radicalização das ideias ou mesmo política.

A certeza que fazer é melhor que pensar. O nome da associação que detém esta publicação é “Continuar para começar”. Este foi o nome que a ilustre professora, Maria Filomena Molder, deu a uma aula que falava precisamente deste tema: é preciso começar e será já a fazer, com humildade e trabalho, que as melhores ideias surgirão. É o diletante que espera pelas condições ideais que normalmente tardam. Arrancar com poucos meios e muitas dúvidas, se preciso for. Assim foi.

As dúvidas também unem estas pessoas. 

É ponto assente que se trata de um grupo cheio de dúvidas, um grupo mais preparado para perguntar do que para responder. Espera-se que do processo de esclarecimento de todas as dúvidas deste grupo, possa também resultar o esclarecimento de quem o lê.

O Setenta e Quatro terá opinião. Não se pretende uma opinião de personalidade mas encontrar, para cada tema, quem esteja habilitado a escrever sobre ele. O Setenta e Quatro foi às universidades mas também irá às ruas. A fórmula para encontrar um especialista não é sempre a mesma. Os temas assim o determinam.

Tudo isto é sobre gostar de ler. Acreditamos que a leitura continua a ser uma prática social no sentido em que contém a formulação de um juízo sobre a escrita e que por isso é geradora de sujeitos críticos. Também pode ser só uma grande fonte de prazer. Este grupo espera satisfazer quem a vê assim. Não se poupará nos carateres. O objetivo não é a publicação de textos curtos de leitura fácil em telemóvel. Escrever dá trabalho, é justo que ler também dê algum.

Este jornal é o primeiro projeto da Associação “Continuar para Começar” e será sempre o seu principal projeto. Esta associação dedica-se à defesa das causas progressistas, das relacionadas com o ambiente e sempre à defesa da democracia. Um jornal não é um meio ativista mas da procura de factos, da discussão dos temas e da análise crítica de tudo e mais alguma coisa virá sempre sustento para a democracia.

Por fim, que este jornal consiga entrar na vossa rotina sem os males daquilo que normalmente consegue essa proeza.

Grande objetivo.

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